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Show da Britney Spears em São Paulo

A cantora americana Britney Spears apresentou em São Paulo, nesta sexta-feira, o segundo show da turnê do disco Femme Fatale no Brasil, onde não cantava desde 2001. A apresentação foi iniciada pontualmente às 22 horas, precedida por uma contagem regressiva de 30 minutos, que serviu para excitar o público de cerca de 30.000 pessoas.

O show de uma hora e meia, em que revisitou grandes sucessos da carreira, expôs um momento curioso da trajetória de Britney, que cantou acompanhada por um DJ e um tecladista, responsáveis por tocar as bases pré-gravadas. Revelada ainda na infância em um programa de TV, a cantora se tornou parte da história recente da música pop a partir de 1999, quando lançou o hit arrasa-quarteirão Baby One More Time. Mas passa agora, aos 29 anos, por um ponto de inflexão: nem é tão jovem e disposta como há dez anos nem amadureceu e se tornou relevante o suficiente como Madonna, mentora de seus pares desde os anos 1980. O que lhe dá um ar de decadência precoce.

Esses aspectos foram ressaltados pelo excesso de mise-en-scène do show, atulhado de apetrechos eletrônicos, estruturas alegóricas (escadas, barco, trono e até um poste de strip-tease que ela usou com um fã da plateia), vídeos de um stalker fissurado pela cantora e dançarinos. Nada foi capaz de esconder o óbvio: não há uma música sequer que não seja dublada e falta a ela swing, molejo. Britney dança mal.

Do repertório, tirando a ausência de Oops... I Did It Again, lançada em 2000, no auge da carreira, quando começou a ser chamada de "princesinha do pop", não há lacunas significativas. Estão lá canções fundamentais como Piece Of Me, Gimme More (lamentavelmente em uma versão mais lenta), Baby One More Time, Toxic, Womanizer, além das recentes Hold It Against Me (que abre o show) e Till The World Ends, do disco lançado este ano.

Mas a força das canções se diluiu na falta de espontaneidade. Ensaiado à exaustão, o show fez da música um suporte para o apelo sexual de sua performance e trilha sonora de um espetáculo que mirou em Madonna mas, não raro, passou bem perto de uma mistura de Gretchen com Cirque Du Soleil.

Ao vivo, Britney mostrou que é preferível conservar a memória dos bons tempos e o valor das boas músicas que ainda lança, graças a bons produtores e compositores, ouvindo os seus discos.

Britney Spears, I Wanna Go em São Paulo, Brazil


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Show do Pearl Jam em São Paulo

Conforme escrito ontem neste blog, nesta quarta (3) o Pearl Jam começou no Brasil uma série de shows de comemoração dos vinte anos da banda.

Eddie Vedder e seus companheiros subiram ao palco montado no Estádio do Morumbi por volta das 21h15 (cerca de meia hora de atraso), depois do excelente show da clássica banda de punk rock de Los Angeles, o X.

Inicialmente, o primeiro show que a banda faria no Brasil seria nesta sexta (4), porém, a rápida venda dos ingressos mostrou o fôlego que os grunges têm por aqui, e uma apresentação extra foi agendada.

O preço salgado (a inteira na pista saiu por R$190) e o frio talvez tenham espantado uma parte do público, que compareceu ao Morumbi em boa quantidade, mas não lotou o estádio. Poucos se aventuraram a assistir ao show das arquibancadas, que ficaram com lotação muito abaixo do esperado.

No palco, os cinco de Seattle, com a ajuda do pianista Boom Gaspar (que viaja com a banda desde 2002), fizeram valer a tradição de sempre fazer grandes alterações no setlist de um show para o outro. O Pearl Jam abriu com o épico psicodélico ‘Release’, do primeiro e clássico álbum ‘Ten’.

O grupo mostrou que ainda está em forma e fez um show energético, porém sóbrio, sem a porra-louquice do Vedder dos primeiros anos. A maturidade do grunge trocou a escalada de estruturas do palco pela execução certeira e interpretação intensa das músicas. Tanto nos clássicos como ‘Corduroy’, ‘Even Flow’ e ‘Do the Evolution’, quanto nas mais recentes ‘Olé’, ‘World Wide Suicide’ e a folk ‘Just Breathe’, com Vedder no violão e voz.

O vocalista arriscou várias frases em português, algumas delas com a ajuda de uma ‘colinha’ em uma folha de papel."Boa noite, oi galera! Estamos felizes por estar em São Paulo. Obrigado por nos chamar de volta. Vocês estão bem aí?", disparou Vedder. Ah, e assim como na maioria dos shows internacionais recentes, também rolaram inúmeros ‘obrrigados’.

A banda ainda prestou homenagem aos Ramones, dedicando a música ‘Come Back’ (do auto-entitulado álbum de 2006) para o ex-vocalista Joey Ramone, morto em 2001. E na sequência mandando um cover da belíssima canção punk new wave dos Ramones, ‘I Believe in Miracles’.

Fechando a noite, uma sequência que fez até os menos empolgados (e mais friorentos) cantarem a plenos pulmões. ‘Black’, ‘Better Man’ (dois clássicos das radio rock dos anos 90) e ‘Rearviewmirror’ emocionaram o público. O grand finale ficou para o cover de Neil Young ‘Keep On Rockin’ in the Free World’.

O grunge envelheceu (a grande maioria do público no show já na fase dos 25 com barriguinha de cerveja), mas ganhou em maturidade e honestidade. O Pearl Jam de hoje deixa ainda mais à mostra as influências de rock setentista e do punk e hardcore dos anos 80, como o próprio X, Hüsker Dü e R.E.M.

A bola fora da noite ficou por conta da Prefeitura de SP, que não conseguiu montar um esquema funcional para os milhares de fãs que foram ao Morumbi de carro e, no fim do show, entupiram todas as saídas da região, tornando a volta para casa uma verdadeira tortura.

Mas uma coisa é certa, o Pearl Jam ainda não saturou os fãs brasileiros, portanto vale apostar que a energia que Vedder e banda demonstraram nesta quinta pode ser um indício de que a banda pretende voltar outras vezes para o Brasil.

E a tour segue nesta sexta (4) no Morumbi, Rio de Janeiro (6/11 - Praça da Apoteose), Curitiba (9/11 - Estádio do Paraná) e Porto Alegre (11/11 - Estádio do Zequinha).

Veja alguns vídeos do setlist do show em São Paulo:

Alive:


Black


Better man


Even Flow


Come Back, Homenagem a Ramones


Rockin' In The Free World

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Pearl Jam em São Paulo

2011 é o ano de celebração do aniversário de 20 anos de carreira do Pearl Jam. É a mesma idade do grunge, movimento de Seattle que teve a banda como maior expoente, depois do sacralizado Nirvana de Kurt Cobain.

A turnê da Banda começa hoje, no estádio do Morumbi, onde tocam também amanhã. Depois há apresentações no Rio, em Curitiba e em Porto Alegre.

Local: Estádio do Morumbi
Quando: 04 de Novembro de 2011 às 20:45 hs
Abertura dos Portões: 16:00 hs
Show de Abertura: Bamda Californiana X-The Band

Classificação Etária:
Não será permitida a entrada de menores de 12 anos; 12 anos e 13 anos: permitida a entrada (acompanhados dos pais ou responsáveis legais); a partir de 14 anos: permitida a entrada (desacompanhados).

Ingressos que sobraram aqui

Pearl Jam, Black - Acústico




Pearl Jam, Alive - Acústico




Pearl Jam, Even Flow - Acústico




The best!!!!

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Show do Aerosmith em São Paulo

Como o esperado, os velhos roqueiros do Aerosmith subiram ao palco para mostrar por que ocupam um lugar entre as bandas consagradas do rock.
Com palco e iluminação simples e som balanceado, o quinteto americano fez uma coletânea dos álbuns de 1973 a 1993 e apresentou os sucessos da carreira neste domingo, na Arena Anhembi, em São Paulo.

Foi o único show no país da turnê Back on the Road, que ainda passará por outros países da América Latina e seguirá para o Japão.

Debaixo de uma chuva chata que caiu o dia inteiro na capital paulista, o show começou em clima de suspense com a música tema de Darth Vader, de Star Wars. Depois do barulho clichê de uma sirene, o Aerosmith deu início à apresentação às 20h15 com Draw the Line. O vocalista Steven Tyler surgiu ao lado do guitarrista Joe Perry no centro da passarela que invade a área da pista vip, uma das marcas dos shows da banda.

Vestido com calça e sobretudo dourados, chapéu vermelho e óculos escuros, Steven Tyler apareceu rodando a haste do microfone ao lado de Perry, vestido com um blazer rosa. A dança, a voz impecável e a proximidade física com os outros músicos da banda foram sustentados durante toda a apresentação pelo vocalista. O que mudou foi o aparecimento de um dos hematomas originados por uma queda no banheiro do hotel em que estava hospedado no Paraguai. Parece que a chuva tirou parte da maquiagem de Tyler e revelou um pequeno roxo embaixo do olho direito já no final do show.

Depois de um “E aí, São Paulo?”, a apresentação continuou com Same Old Song and Dance, seguida por Mama Kin, na qual Tyler tirou o sobretudo e os óculos. Em nenhum momento a chuva pareceu incomodar os músicos, que sempre andaram pela passarela. Muitos objetos foram jogados ao palco, inclusive uma boneca inflável, que levou Tyler a perguntar se era a namorada da pessoa que a jogou.

O desfile de hits prosseguiu por uma hora e 45 minutos, com 19 músicas, dentre elas Livin’ on the Edge, Rag Doll e a balada I Don’t Want to Miss a Thing. Durante esse tempo, cada músico teve direito a fazer um solo com seu instrumento. O baterista Joey Kramer arrancou aplausos do público animado depois de um solo que contou com algumas baquetadas dadas por Tyler e o final tocado com as mãos e até com a testa. Depois de Last Child, Perry assumiu os vocais e cantou Combination. O guitarrista de base Brad Whitford e o baixista Tom Hamilton também tiveram sua vez.

Depois de se despedir com Sweet Emotion, o Aerosmith voltou para o bis com a tão aguardada Dream On, seguida por Love in a Elevator e Walk This Way, que seria a música de encerramento

No entanto, o vocalista quebrou o protocolo e resolveu tocar Angel, que estava sendo pedida pelo público, inclusive por cartazes. “Todos querem ouvir a música Angel. Não tocamos essa música antes”, disse Tyler. Para terminar, a banda ainda tocou Train Kept-A-Rollin, um cover de Tiny Bradshaw presente no segundo álbum.
Steven Tyler apresentou os músicos, foi apresentado por Perry, e deixou o palco, dizendo que São Paulo era linda.

Aerosmith, I Don't Wanna Miss a Thing - São Paulo 30/10/2011



Aerosmith, Angel - São Paulo - 30/10/2011

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